teatrobrasil.gif Comentem aqui no blog Teatro Brasil!! picture by ricardosandes Teatro Brasil - UOL Blog


PREPARAÇÃO VOCAL PARA TV E TEATRO

 

A preparação é feita pelo cantor Zé Rescala, que trabalha há mais de 20 anos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e em musicais de Miguel Falabella, Stela Miranda, Tim Rescala, etc. Com sua experiência em óperas e musicais, tem preparado centenas de atores e cantores para atuarem em TV, cinema, teatro, shows, e concertos. 

 

 

Na preparação vocal, são dadas aulas de respiração, apoio de voz, emissão vocal, fraseado, ritmo e afinação, colocação de voz,  canto, exercícios vocais, interpretação para TV, interpretação em teatro, interpretação em apresentações musicais.

Abaixo, Zé Rescala no musical South American Way, de Miguel Falabella apresentado em 2001 no Teatro Scala, Rio de Janeiro. O musical foi uma superprodução de mais de 1 milhão de reais, vencedor do Prêmio Shell 2002. O espetáculo conta sobre a vida de Carmen Miranda.

 

Miguel Falabella.



Escrito por Anna Angela às 17h19
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


OFICINA COMPLETA

A Oficina Completa é um curso preparatório de atores com aulas completas de TV, teatro iniciante, intermediário e avançado, cinema, preparação vocal e aulas opcionais de produção de TV, fotografia, operador de câmera, apresentador de TV, produção teatral, assessoria de Imprensa, música (instrumentos e canto), modelo e manequim, dança para musical.

A duração média da Oficina Completa é de 8 a 14 meses, conforme os módulos que o aluno esteja participando. Durante a Oficina Completa, o aluno participa de 3 peças teatrais produzidas pela Oficina e poderá requisitar o DRT para o SATED após o curso.

As aulas da Oficina Completa são dadas na Oficina de Atores em Copacabana e em outros espaços conveniados com a Oficina. As peças são apresentadas em teatros e espaços culturais do Rio de Janeiro. O objetivo da Oficina Completa é permitir que o aluno termine o curso com uma formação completa como artista, preparado para qualquer tipo de trabalho na TV, teatro, cinema e atividades artísticas em geral. Uma oportunidade única de receber formação em todas as áreas artísticas em um só curso.



Escrito por Anna Angela às 17h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Lições para os palcos e a vida


Beto Silveira é um dos nomes mais conhecidos no meio artístico quando se fala em preparação e formação de atores. Há mais de 30 anos dedicando-se a este ofício e também ao desenvolvimento do ser humano em sua totalidade, ele comanda o Studio Beto Silveira desde 1998.
Seu grande mestre foi o ator e diretor russo Eugênio Kusnet (1898-1975), com quem trabalhou como assistente direto por seis anos. Mas a paixão pelas artes cênicas nasceu quando Beto ainda era criança e acompanhava o pai, José Roberto Silveira, que trabalhava em televisão. Foi pesquisando e estudando que ele desenvolveu seu método de preparação de atores e desenvolvimento humano. Foi professor na Escola de Arte Dramática da USP (EAD), na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e no Teatro Escola Célia Helena. A televisão também é um veículo bem presente na história do diretor, que implantou, ao lado do ator Cecil Thiré, a Oficina de Atores da Rede Globo.
Ana Paula Arósio, Fábio Assunção, Débora Evelyn, Débora Secco, Marcelo Serrado, Lilia Cabral e Marisa Orth já estudaram com o método que engloba exercícios de improvisação e técnicas de imaginação, o diferencial do estúdio. Com o desenvolvimento da imaginação e do autoconhecimento, o aluno tira as máscaras sociais e conhece seu verdadeiro “eu”. Isso favorece o trabalho no palco e na televisão.
Mas não são apenas atores que procuram a escola. Pessoas que querem melhorar sua maneira de se comunicar, seja com o público, nas empresas, nos seus relacionamentos pessoais, também buscam os workshops e cursos regulares.
Beto Silveira recebeu o Guia da Vila Madalena para esta entrevista.

Quando nasceu a paixão pelas artes cênicas?
Quando eu era pequeno, meu pai trabalhava em televisão. Era ao vivo e eu lembro da agitação toda. Uma vez ele me chamou para fazer uma participação num tele-teatro e eu adorei, principalmente porque eu pude matar aula! Isso, para um garoto de oito anos, era uma maravilha! (risos). Matei aula, fui para a televisão e ensaiei o dia inteiro... Participei de um comercial quando lançaram o milkshake! Meu pai morreu quando eu tinha nove anos e esqueci desse mundo completamente. Eu estudava em um colégio muito rígido e, naquela época, a gente tinha que ser ou engenheiro ou médico ou advogado. Mas não adianta, quando a coisa vem lá do fundo... Eu quis fazer teatro. Estudava em colégio de padres, com meninos da alta sociedade de São Paulo e eu era um simples Silveira. Um padre achou legal a idéia do teatro e montamos um grupo. Mas o padre, que era meu professor de latim, só falava sobre teatro e eu queria montar uma peça. Eu nunca havia entrado em uma biblioteca, e quando entrei pela primeira vez, li muito! O primeiro livro que li foi o que eu escolhi para a peça, chamado Inspetor Geral, do Gogol. E o padre me deixou de fora da peça porque reprovei em latim. Esse episódio mexeu tanto com meu corpo emocional que mudou a minha vida. Eu saquei tudo. Mudei de colégio e passei de ano. Continuei querendo fazer teatro. Ganhei a eleição para presidente do grêmio e tudo que fiz fui teatro. Nunca mais parei de fazer.

Explodiu a paixão...
Sim. Quando fui estudar teatro, conheci um professor, meu mestre, chamado Eugênio Kusnet. E a paixão desse homem me levou à paixão pelo teatro. É claro que comecei como todo mundo, queria ser galã do que seria hoje a novela das oito da Globo. Eu me tornei um ótimo ator, fazia teatro e todo mundo achava bom. Quando chegava na frente desse cara, ele falava o contrário. Eu comecei a ficar com muita raiva porque ele achava que eu não era bom. Um dia eu estava dirigindo uma peça e, quando terminei o ensaio, estava o Kusnet sentado na platéia, de surpresa. Ele chegou pra mim e perguntou: ‘Beto, além dessa vagabundagem aqui, qual outra vagabundagem você está fazendo?’ Falei: nada.

E o que aconteceu?

O Kusnet me disse que iria dirigir uma peça e se eu queria ser assistente dele.

Topei e fiquei como seu assistente até a sua morte. E não deixamos uma aula dele sem ser dada. Sofri muito porque eu tinha 25 anos e ele tinha 77, já era um mestre. Os alunos estavam acostumados com o Kusnet, daqui a pouco chega o Beto. Conheciam-me porque eu estava sempre com ele. Mas foi muito difícil a batalha. Chegou uma época em que eu estava quase que imitando o Kusnet. Até que falei: parou! Eu sou outra pessoa. Foi quando tive um sonho que me disse muito e decidi começar a minha pesquisa. E hoje não sei dizer se o Kusnet chegasse aqui se ele me daria um abraço e diria: ‘Que legal’, ou se diria: ‘Beto, não é nada disso’.

Você já preparou vários atores que hoje são famosos. Há algum que, para você, foi uma revelação? O que dificulta o trabalho com os atores?
É difícil trabalhar só com aquelas pessoas que rejeitam o trabalho, mas essas vão embora. Essas pessoas que estão aí, que passaram por mim, se dedicaram. Eu não acredito nem um pouco em talento. Digo isso por experiência própria. Já chegaram aqui pessoas que eu não sabia o que fazer com elas. E tem gente explodindo aí porque se trabalhou. Não há nenhum deles que não seja um grande trabalhador. Ana Paula Arósio, por exemplo. O que essa menina trabalhou! E ela viajava muito, já era modelo. Ela repunha as aulas até mesmo em turmas de crianças, na maior humildade do mundo. Os bons atores não são iluminados, eles ralaram muito. Tem gente que chega aqui pensando: o Beto vai me pôr na televisão. Quem sou eu para colocar alguém na televisão? Vou preparar e a pessoa vai a luta.

 



Escrito por Anna Angela às 17h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Edimar
 Angela
 Mariza
 Renato
 Elaine
 Política na visão de um capixaba
 Cotidiano
 curto cinema
 Animalia